Há 3 anos no mercado, muita gente ainda não ouviu falar da vacina contra o vírus HPV, responsável por lesões pré-cânceres e câncer de colo de útero, vagina e vulva, além de ser fator de risco para outros cânceres como de pênis e ânus. O vírus do HPV também pode causar verrugas genitais, chamadas de condilomas e é sexualmente transmitido e altamente prevalente na população geral, especialmente na idade adulto/jovem.
Existem duas vacinas disponíveis no mercado contra o vírus HPV e são diferentes. Existe a vacina chamada QUADRIVALENTE (nome comercial: Gardasil - MSD), que é eficaz contra os subtipos de HPV mais comuns causadores de lesões pré-câncer e câncer do colo de útero (são os subtipos 16 e 18) com eficácia entre 97,6% a 100% e contra os subtipos de HPV que mais frequentemente causam verrugas genitais ( são os subtipos 6 e 11) com eficácia de 99%.Além da Gardasil, existe a vacina chamada BIVALENTE ( nome comercial: Cervarix - GSK), que é eficaz contra os subtipos 16 e 18, portanto é restrita para a proteção contra as lesões pré-câncer e câncer do colo do útero, sem ação contra as verrugas genitais.
Ambas são tomadas em 3 doses da seguinte forma: 0, 1-2 meses e 6 meses.
A seguir, as 10 principais dúvidas sobre as vacinas:
1. Público-alvo: todas as meninas entre 11 e 12 anos devem ser vacinadas rotineiramente. A vacinação pode ser iniciada aos 9 anos de idade e é recomendada até os 26 anos, idealmente ANTES DA EXPOSIÇÃO POTENCIAL AO VÍRUS ATRAVÉS DO CONTATO SEXUAL.
2. As mulheres que não terminaram o esquema vacinal até os 26 anos podem terminar após esta idade.
3. Ambas as vacinas sã potencialmente recomendadas contra as lesões pré-câncer e câncer relacionados ao HPV, mas há dados atuais suficientes apenas para recomendar a vacina QUADRIVALENTE para a proteção contra as lesões vulvares e vaginais.
4. Se o esquema vacinal é interrompido, não há necessidade de recomeçar o esquema vacinal, basta completar a(s) dose(s) que falta.
5. É permitido administrar a vacina contra o HPV simultaneamente, antes ou depois de outra vacina viva ou inativada.
6. Se faltar uma vacina, o esquema vacinal pode ser completado com a outra vacina, mas só haverá proteção comprovada contra os HPVs 6 e 11 se as 3 doses da quadrivalente forem administradas.
7. Mesmo mulheres que tenham alterações no Papanicolau ou verrugas genitais que sugiram infecção pelo HPV podem se beneficiar da vacina, pois a mesma pode fornecer proteção contra HPVs não-adquiridos na infecção atual, mas não há efeito terapêutico ( ou seja, a vacina não terá ação de tratamento ) em possíveis lesões atuais.
8. Não há necessidade de qualquer exame de rastreamento pré-vacinal.
9. A vacina não é recomendada para grávidas e se descobrir que está grávida durante o esquema vacinal, as próximas doses devem ser adiadas para após o término da gestação, mesmo durante o aleitamento.
10. Como a vacina é de vírus "não-vivo", pode ser administrada para mulheres com condições que levam à imunosupressão ( por medicação ou doenças). Entretanto, a resposta imune e a eficácia da vacina podem ser menores do que em indivíduos imunocompetentes.
Enquanto o governo não oferece esta vacina no esquema vacinal do ministério da saúde, sem qualquer custo para a população, a mesma só pode ser adquirida a nível particular, e há variação nos preços das doses, dependendo da vacina e da clínica de vacinação.Converse com seu médico sobre as vantagens e desvantagens de cada vacina e lembre-se que este investimento na sua saúde não tem preço!

